Este é o manual da casa. Ele explica como andar pelo aplicativo e as decisões que fazem a Origena diferente de uma pasta de fotos — principalmente o que ela não faz, que costuma ser a parte que surpreende.
Tudo o que entra aqui continua sendo seu. A qualquer momento você exporta o acervo inteiro num arquivo — dados, árvore em formato GEDCOM e as fotos — e leva embora.
Esse mesmo arquivo volta: dá para importá-lo numa família nova, e as fotos voltam junto. Isso não é promessa de marketing; é testado toda vez que o sistema é atualizado.
Dúvida comum de quem começa — e a resposta curta é: envie tudo para Memórias. São três camadas, e só a primeira é onde as coisas moram.
Memórias é o acervo. Toda foto, documento, áudio e vídeo vive ali, uma vez só. É o lugar certo para tudo o que entra.
Álbum é uma seleção, não uma pasta. Ele aponta para fotos que já estão em Memórias: a mesma foto pode estar em vários álbuns sem ser duplicada, e apagar o álbum não apaga a foto. Pense em “as fotos da fazenda”, “o casamento”, “a infância da Sofia”.
Scrapbook não é algo que você cria — é um PDF que você pede a partir de um álbum, na área de Livros. Sai uma foto por página, com quem aparece, quando, onde, e o selo dizendo se a imagem é original ou foi tratada por IA.
O caminho, então: enviar para Memórias → agrupar em Álbum → gerar o Scrapbook.
Um conselho que vale mais que o caminho: o que dá valor à foto não é enviá-la, é o contexto. Ao subir, diga quem aparece, quando foi e onde. É isso que faz a foto entrar na linha do tempo, aparecer na página da pessoa, ser encontrada na busca e caber na retrospectiva de um ano. Foto sem data fica de fora das retrospectivas — e o próprio livro avisa quantas ficaram.
Este é o coração do produto. Nenhum dado aparece solto: cada um vem com um selo dizendo a origem.
A certidão registra — existe documento.
A família conta — alguém lembra, e o nome de quem lembrou fica junto.
Sugerido por IA, sem confirmação — a máquina propôs e nenhum humano confirmou.
São coisas diferentes, e a Origena nunca as mistura. Uma sugestão de IA jamais vira fato sozinha: precisa de alguém da família aceitar, e esse aceite fica registrado com nome e data.
A tia diz que o avô nasceu em 1921; o primo diz 1922. A Origena não escolhe sozinha e não apaga nenhuma das duas.
O fato fica marcado como em divergência, as duas versões continuam visíveis com quem disse cada uma, e a família decide — escrevendo o motivo. Se depois aparecer a certidão, ela promove a versão documentada, e a decisão anterior continua no histórico.
Corrigir aqui nunca é apagar: é acrescentar uma versão nova por cima. As divergências abertas ficam todas juntas em Cuidar do legado.
Cada pessoa da família entra com um papel. Quem contribui acrescenta, mas não apaga — conflito em família é situação esperada, não exceção.
Itens marcados como privados só aparecem para quem os criou e para quem administra (e, nesse caso, o acesso fica registrado). Perfil de criança nasce privado e nunca vai a público.
Convidado vê só o que a família marcou como público: nada de documento, nada de privado, nada de cápsula.
Quando uma tela não está aberta para o seu papel, ela diz isso — em vez de aparecer vazia, como se não houvesse nada guardado.
Clique no seu nome, no alto da tela, para abrir Sua conta. Ali você liga a verificação em duas etapas, vê quantos dispositivos estão conectados e pode sair de todos de uma vez.
Para convidar alguém, a verificação em duas etapas precisa estar ligada. Não é burocracia: convidar dá acesso à memória de toda a família, e essa porta não pode abrir só com uma senha. Ligar leva um minuto — você lê um desenho com o aplicativo autenticador do celular (ou digita a chave) e confirma com os seis números que ele mostra.
Guarde os códigos de recuperação que aparecem depois. Eles aparecem uma única vez, servem uma vez cada, e são a sua saída se você perder o celular. Nem nós conseguimos mostrá-los de novo.
O convite vale por 14 dias e só funciona para o e-mail que você digitou. Quem aceita entra com o papel que você escolheu, e você pode mudar ou remover esse acesso depois — o que a pessoa contribuiu continua no acervo.
Em Memórias, escolha os arquivos e envie. Cada um aparece com uma barra de progresso, e dá para cancelar no meio: o que já subiu fica.
O arquivo vai do seu aparelho direto para o cofre, sem passar por uma cópia intermediária, e o original nunca é alterado. A miniatura é feita no seu próprio celular.
Se a internet cair, aparece "Tentar de novo" com a lista do que ficou pela metade — sem precisar escolher os arquivos outra vez. Reenviar não cria memória duplicada: é o mesmo registro terminando o caminho.
Na galeria, uma foto marcada como ENVIO NÃO CONCLUÍDO é justamente isso: o arquivo não chegou. Escolha o mesmo arquivo e envie de novo. Já PROCESSANDO quer dizer que ele chegou e está sendo conferido — isso passa sozinho.
Um álbum reúne fotos que contam a mesma coisa: uma viagem, um casamento, a casa da avó. A foto continua sendo uma só — entrar num álbum não faz cópia, e a mesma foto pode estar em vários.
Crie o álbum em Acervo → Álbuns. Para pôr uma foto dentro, abra a foto na galeria e use Guardar num álbum. Dentro do álbum dá para tirar qualquer foto — tirar do álbum não apaga nada: ela continua no acervo.
É o álbum que vira o scrapbook em papel, na área Criar.
Arrependeu-se de uma foto? Abra a memória e use Excluir esta memória, no fim da página. Ela sai da galeria e da busca na hora.
Mas não é apagar: vai para a Lixeira (em Cuidar do legado), de onde volta inteira, com as ligações que tinha. O que a família escreveu sobre ela continua guardado.
A Lixeira guarda também pessoas, histórias, tradições e objetos arquivados. Nada é apagado de verdade sem um pedido de exclusão definitiva.
Quem pode excluir é quem administra a família. Quem só contribui acrescenta, mas não tira — de propósito.
A foto que você enviou nunca é alterada. Cada tratamento cria uma versão nova, ao lado, marcada.
Restaurar tira riscos, manchas e ruído. Não muda rosto, roupa nem cenário: onde a foto se perdeu, fica como está — falta de informação é melhor que informação inventada.
Colorizar dá cor a uma foto em preto e branco. A cor é palpite: ninguém registrou a cor daquele vestido, e o selo diz isso.
Ampliar aumenta a definição sem inventar detalhe, sobretudo em rosto — um olho reconstruído muda a pessoa.
Animar é a única que inventa: transforma a foto num vídeo curto e mudo. Aquele movimento não aconteceu. Por isso o vídeo sai marcado como criado por IA e não entra no livro nem no álbum como se fosse registro.
O vídeo não tem som de propósito: uma voz inventada para quem já se foi seria pior que um movimento inventado.
"Nos anos 40", "por volta de 1890", "antes da mudança para Brasília". A Origena aceita data imprecisa e guarda a imprecisão, em vez de chutar um dia exato.
A linha do tempo ordena pelo que sabe e mostra a precisão junto. O que não tem data nenhuma vai para o fim, rotulado — nunca fingindo uma ordem que os dados não sustentam.
Sentar com alguém e perguntar é o jeito mais rápido de salvar uma vida inteira de memória. Em Acervo → Entrevistas você escolhe um dos dez roteiros — infância, os pais, o casamento, o ofício, conselhos aos que vêm depois — e grava a resposta pelo próprio celular.
Dá para parar e voltar depois: a entrevista fica em andamento até você concluir. Também dá para pular perguntas, acrescentar as suas e escrever a resposta em vez de gravar.
O áudio original nunca é substituído. A transcrição é derivada dele e pode ser corrigida quantas vezes precisar — e a tela sempre diz se o texto foi escrito pela família ou transcrito por máquina.
Quase tudo aqui olha para trás. A cápsula anda para o outro lado: você escreve hoje para ser lido daqui a muitos anos.
Enquanto estiver lacrada, ninguém lê — nem você, nem o dono da conta. O que a família vê é que ela existe, quem escreveu e quando abre. O conteúdo fica cifrado com uma chave que não mora no banco de dados.
Foto anexada some da galeria e da busca até a abertura, e volta exatamente à privacidade que tinha antes. Só dá para lacrar fotos que você mesmo enviou: a cápsula não serve para esconder o acervo dos outros.
Guardiões são as pessoas que poderão assumir o acervo se você faltar. Nada acontece automaticamente: um pedido precisa de quórum entre os guardiões, revisão de uma pessoa da plataforma e um prazo de contestação — e um único guardião que discorde derruba o pedido.
Você é avisado por e-mail e pode derrubá-lo você mesmo a qualquer momento, mesmo depois de aprovado.
O acervo vira um PDF para imprimir. Papel não tem senha, não depende de provedor e não expira.
Livro da família — um capítulo por pessoa, com os fatos e a origem de cada um.
Livro de uma pessoa — para dar de presente.
Scrapbook — um álbum em papel, uma foto por página.
Retrospectiva de um ano — o que aconteceu e o ano em fotografias.
Cada livro é o recorte de quem pediu: dois parentes com papéis diferentes recebem livros diferentes. O colofão diz o que é relato, o que é documento e o que veio de máquina — e quantas fotos ficaram de fora por não ter data.
Operações de IA consomem créditos: restaurar, colorizar, ampliar e animar uma foto, transcrever uma entrevista, escrever uma biografia.
O preço aparece antes. Você vê quanto custa, confirma, e só então o valor sai da carteira. Se o modelo recusar o trabalho — o que acontece e é resposta legítima —, o crédito volta automaticamente.
Não custa crédito: guardar, buscar (inclusive a busca por sentido), a árvore, a linha do tempo, os livros em PDF e exportar o acervo. Isso é acervo da própria família, não operação de máquina.
Convidar parentes também é de graça em todos os planos: o limite é de espaço e de operações de IA, nunca de gente.
Foto que não abre, importação que falha, trabalho parado: o sistema prefere dizer que travou a fingir que deu certo. Se um arquivo não subiu, a mídia continua marcada como pendente em vez de aparecer como pronta e vazia.
O que a família vê como erro tem sempre um motivo escrito em português, e uma saída: Tentar de novo. Quando o aparelho está sem internet, a tela diz Sem conexão — nada do que você escreveu se perdeu.
Se o motivo não ajudar a entender o que fazer, isso é um defeito do sistema — vale avisar.
Ficou faltando alguma coisa aqui? Pergunte ao Augusto — esta página existe para ser corrigida.